lunes, agosto 25, 2008

Samba Saravah

Samba Saravah

Être heureux c’est plus ou moins ce qu’on cherche.
J’aime rire, chanter et je n’empêche
Pas les gens qui sont bien d’être joyeux.
Pourtant s’il est une samba sans tristesse,
C’est un vin qui ne donne pas l’ivresse.
Un vin qui ne donne pas l’ivresse,
Non ce n’est pas la samba que je veux.

Faire une samba sans tristesse c’est aimer une femme qui ne serait que belle. Ce sont les propres paroles de Vinicius de Moraes, poète diplomate auteur de cette chanson et comme il le dit lui-même, le blanc le plus noir du Brésil. Et moi qui suis peut-être le Français le plus brésilien de France, j’aimerais vous parler de mon amour de la samba, comme un amoureux n’osant pas parler à celle qu’il aime, en parlerait à tous ceux qu’il rencontre.

J’en connais que la chanson incommode,
D’autres pour qui ce n’est rien qu’une mode,
D’autres qui en profitent sans l’aimer.
Moi je l’aime et j’ai parcouru le monde
En cherchant ses racines vagabondes.
Aujourd’hui pour trouver les plus profondes,
C’est la samba-chanson qu’il faut chanter.

João Gilberto, Carlos Lyra, Dorival Caymmi, Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes, Baden Powell qui a fait la musique de cette chanson et de tant d’autres, vous avez mon salut. Ce soir je voudrais boire jusqu’à l’ivresse pour mieux délirer sur tous ceux que grâce à vous j’ai découvert et qui ont fait de la samba ce qu’elle est, saravah…
Pixinginha, Noel Rosa, Dolores Duran, Silvio Monteiro et tant d’autres. Et tout ceux qui viennent, Edu Lobo, et mes amis qui sont avec moi ce soir, Baden bien sûr, Ico, Oswaldo, Bidgi, Oscar, Nicolino, Milton, saravah…
Tous ceux-là qui font qu’il est un mot que plus jamais je ne pourrai prononcer sans frissonner, un mot qui secoue tout un peuple en le faisant chanter, les mains levées au ciel : samba.

On m’a dit qu’elle venait de Bahia,
Qu’elle doit son rythme et sa poésie à
Des siècles de danse et de douleur.
Mais quelque soit le sentiment qu’elle exprime,
Elle est blanche de formes et de rimes.
Blanche de formes et de rimes,
Elle est nègre, bien nègre dans son coeur.



SAMBA SARAVAH
This scene from Claude Lelouch's 1966 film "Un homme et une femme" does not merely pay homage to the sensual musicality of the Brazilian samba; it is also a celebration of the love between a man and woman, flashbacks of a lost love.
The song, along with the rest of the music that appears in the film, is scored by Baden Powell. The lyrics were penned by Francis Lai, and the song is recorded by Pierre Barrouh. Pierre Barrouh himself is seen in this clip playing opposite Anouk Aimee as her husband.

Samba Saravah is a musical sequence from Claude Lelouch's movie Un Homme Et Une Femme, one of my all-time favourites. It's hard to believe now that when this film appeared in England in 1966, the censors gave it an X certificate. Times have certainly changed... It's essential to see this movie in French, with subtitles if necessary. The French language (and this movie) has a rhythm, a style and a soul to it that just doesn't translate into English. Every time that I hear this music, the words go on dancing in my head for hours afterwards: ..."Mais quelque soit le sentiment qu'elle exprime, Elle est blanche de formes et de rimes. Blanche de formes et de rimes, Elle est nègre, bien nègre dans son coeur..." You will find all the words of this song (with a translation) here. Click the picture above to play the video - it will open in a separate window. I had to add a couple of pictures of the beautiful Anouk Aimée...

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Album: A Man and a Woman (Un Homme et une Femme)
Artist: Francis Lai
One of the finest soundtrack albums of the 1960s came in 1966, when Francis Lai composed much of the music for Claude Giroux's French film A Man and a Woman (Un Homme et une Femme in French). Most European films enjoy very little publicity in the U.S., but A Man and a Woman was an exception because the soundtrack was so superb. With this classic LP, Lai and his allies (who include arrangers Maurice Vander and Ivan Julien) brought together French pop, jazz, and the Brazilian bossa nova (which Antonio Carlos Jobim, Stan Getz, and João Gilberto had popularized in the early 1960s). The bossa nova was as hot in Europe as it was in North America, and France's interest in Brazilian music is underscored by sensuous, caressing Lai offerings like "Aujourd'hui C'est Toi" and the famous title song -- all of which feature French vocalists Nicole Croisille and/or Pierre Barouh. While Lai composed most of the melodies, Barouh provided the French lyrics -- including some lyrics that he wrote for Brazilian composer Baden Powell's "Samba Saravah." Barouh has a soft, gentle quality to his voice, and he frequently brings to mind another gentle singer: João Gilberto. A five-star collection of mood music, this soundtrack has held up extremely well over the years. ~ Alex Henderson, All Music Guide

Samba da Bênção Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Baden Powell

Cantado

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Falado

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

Cantado

Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não

Falado

Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba

Cantado

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

Falado

Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus

Cantado

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

1 comentario:

EG dijo...

Excelente página: la música, las letras, las remembranzas del filme y su excelente banda sonora, etc.

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